sexta-feira, novembro 14, 2014

quarta-feira, novembro 12, 2014

escrito há um ano atrás| Dos pedidos de desculpa (que ficam sempre bem)


«Quando precisei mais de ti não estavas lá.
Entre festas, amigos e demasiados histerismos, descartaste-me totalmente. E o que é que isso diz sobre ti?
(...)
E o pior é que sabias. Sabias e sabes tudo aquilo que eu sou. Conheces-me por dentro e por fora, e ter consciência disso corrói ainda mais... É saber que viveste comigo meses e meses, sabias os meus pontos fracos e, mesmo assim, mesmo tendo sido tu a primeira pessoa com quem eu consegui ter mais do que plena confiança, tocaste na ferida e reabriste-a por completo.
Quando precisei mais de ti não estavas lá.
E dói. Dói muito saber que voltei a não confiar nas pessoas, sabes? E esse sentimento de vazio já não residia aqui há muito, muito tempo. Tudo porque não estavas lá. Nos meses em que o meu mundo se desmoronou aos poucos e poucos, à minha frente, e tudo o que eu podia fazer era ficar a olhar.
(...)
Perdeste os melhores e os piores momentos. Sim, principalmente os piores. 
E o que é que isso diz sobre ti?
(...)
Foi só horrível. E o pior? O pior é que não sabes a história toda.»

domingo, novembro 09, 2014

Eu chamo-lhe o baloiço da morte!


Há uma espécie de baloiço situado na borda de um precipício no Equador. Não tem qualquer medida de segurança e chamam-lhe «Swing at the End of the World». É um nome de facto apropriado...






E não. Não era eu que ia para ali!

sábado, novembro 08, 2014

a ponte que nos une.

Quero voltar e não sei como.



Gostava de encontrar uma ponte entre as minhas publicações de há mais de um ano atrás e o que tenho para dizer hoje. Nesta fase da minha vida.
Quando nos dizem que num ano tudo muda, todos nós consentimos com a cabeça e tentamos relembrar o que éramos há uns 12 meses atrás. E claro que as coisas estão diferentes. Era um absurdo se não estivessem. Eu cresço, tu cresces, a tua amiga cresce, o teu namorado, até a tua mãe e o teu avô. Toda a gente cresce mais um pouco, todos os anos. Óbvio que as coisas iam estar diferentes.
Mas quando tens um blog tudo muda.
Quando tens um blog (vários até) há mais de 5 anos, onde fazes dele um diário e te pões a ler as tuas publicações (aquelas que não apagaste num dos blogs que sobreviveu), dás conta que quando nos dizem que num ano tudo muda, estas palavras não são assim tão lineares. Muda radicalmente e nem dás conta.


Há mais de um ano que não escrevo frequentemente neste sítio. O ano em que entrei no ensino superior, o ano em que deixei a minha casa, em que voltei a casa, em que fui caloira e num piscar de olhos já estava de preto com novos caloiros a chamarem-me Senhora Doutora. O ano em que comecei uma relação só porque sim e não dava nada por ela, e que agora já fez um ano. O ano em que perdi a minha melhor amiga, por razões que só ela sabe. O ano em que chorei baba e ranho a ouvir a Tuna Universitária do Porto enquanto a minha madrinha me traçava a capa.

Foi o pior ano da minha vida e o melhor ao mesmo tempo e nem uma publicação consegui escrever.
Comecei este texto com o intuito de dizer que estava arrependida, que as memórias podiam estar aqui gravadas... mas não. Depois de escrever tudo isto vejo que não estou arrependida. Sei que os melhores viveram estes momentos a meu lado. E é isso que verdadeiramente importa.

Mas agora quero voltar. Quero mudar algo este ano. Quero voltar a ser o que era.
Só preciso de encontrar essa ponte...
E alterar esta página toda para ver se a inspiração lhe segue.