sábado, julho 09, 2016

A bagagem é tanta...

... E eu já não sei bem o que fazer.
Quero mostrar-te que tinhas razão, que tudo o que me disseste, que todas as frases motivacionais, todos os «nós conseguimos, nós conseguimos sempre», todos os «já chegamos até aqui» foram - e são - suficientes. Quero manter sempre aceso na tua mente que Veneza foi o nosso elo de ligação, o que nos uniu, o que nos tornou fortes. Quero sentir-te confiante comigo - outra vez - mas como sentir tal coisa se tudo o que eu faço é não sentir?
Como seguir em frente se o sentimento que me consumiu quando te disse a primeira vez aquele «estás a falar a sério?», naquela chuvosa noite de Novembro, à luz de um simples foco de luz, me rumina a mente sempre que penso em ti?
Como seguir em frente se a tristeza que se apoderou de mim quando te beijei pela última vez ao entrar naquele autocarro em Veneza, numa noite fria de Novembro, um ano depois, à luz de um simples foco de luz, não me deixa dormir à noite?
Como seguir em frente se fico presa à paixão do passado?

Quero que me olhes nos olhos outra vez. Quero que esperes por mim no aeroporto outra vez. Quero que me abraces com as mãos a tremer outra vez. Quero que voltes a olhar para mim como se fosse a primeira vez outra vez. Quero perder-me nas ruelas de uma cidade, contigo, outra vez. Quero reclamar que a água é demasiado cara e quero que me digas tem calma, panda, outra vez. Quero jantar em cima da cama, contigo, outra vez. Quero obrigar-te a comer hortícolas outra vez. Quero que me adormeças com mimos infinitos outra vez. Quero que olhes para mim com lágrimas nos olhos outra vez. Quero sentir-te a cem por cento outra vez. Quero tudo... Outra vez.
Quero não discutir contigo três dias seguidos outra vez. Quero Veneza, mas quero-te a ti nela... Porque se um dia tiver de voltar e não estiveres lá à minha espera, com um embrulho improvisado de cremes corporais com cheiro a nostalgia, e com as mãos a tremer, eu vou procurar-te! E eu vou encontrar-te! E vou perguntar-te onde estiveste este tempo todo... Porque o teu lugar pertence a Veneza e tu não estavas lá quando devias estar, à porta daquele minúsculo aeroporto no meio de nenhures, com lágrimas nos olhos e mãos a tremer, pronto para me receber. Porque o teu lugar pertence a Veneza e o meu coração pertence-te a ti.

A bagagem é tanta. Sim, é... Mas a nossa história consegue ser ainda maior.

domingo, fevereiro 01, 2015

«às vezes, ainda parecia traição»



Disseste-me que não querias que eu esperasse por ti. Que a confusão que ia na tua cabeça não me podia prender, não seria justo. Mas esqueceste-te daquilo que me tinhas prometido. Esqueceste-te do "se nós acabarmos vai ser porque tu te vais embora, e não eu, meu amor". Esqueceste-te dos "casa comigo agora", dos "volta para mim", dos "eu sei que vou casar contigo". Esqueceste-te... Porque sim, fui eu que me fui embora, e tu não correste atrás... Deixaste-me ir. Mas voltaste. Voltaste e eu fiz de tudo para me dares uma nova oportunidade. Não: para nos darmos, mutuamente, uma nova oportunidade! 
Era só um dia juntos... Não te pedi mais. E em vez disso pediste-me desculpa... "não te posso prender", disseste tu, "estou muito confuso".

Porque não lutaste, panda?


Eu sei o que estás a pensar. Sei, porque nós somos iguais, porque criei uma ligação contigo, e ainda te amo. Estás a pensar naquela frase cliché de que conhecemos o amor da nossa vida na altura errada. E agora ambos sabemos da verdade por detrás disso... E dói. Dói-me a mim, e dói-te a ti, por mais que te esforces em esconder isso à frente dos teus amigos (sim, eu sei que o fazes). 
Eu conheço-te... Conheço-te de olhos fechados. 

Mas deterioraste-me... Trouxeste o pior lado de mim. E agora só me resta contar-te esta história, esperando que nunca saibas a verdade.
Ele foi gentil. Fez-me aquilo que nunca fizeste. Cozinhou para mim (nunca ninguém cozinhou para mim, tu sabes...), beijou-me o pescoço de uma forma que nunca ninguém o fez antes, levantou-me pela cintura, mostrou-me uma realidade diferente. E sabia bem o que queria. 
Senti-me crescer intelectualmente por cada palavra que ele proferia. E cada frase que saía daquela boca equivalia apenas a mais um gosto, a mais uma qualidade, a mais um defeito que tínhamos em comum. Sabes a dificuldade em encontrar uma pessoa tão parecida connosco hoje em dia? E o mais importante, foi casual. 
Ele foi gentil comigo.
E, mesmo assim, não deixei de te procurar nele. Em cada pormenor. Em cada simples detalhe... Lembra-te que me pediste para seguir em frente (e eu sei que estás a fazer o mesmo). Só quero que saibas que ainda te comparo a tudo e todos... Ainda dói.
Porque sou uma lástima, eu sei. 
Porque é exactamente como eles dizem: o primeiro amor nunca se esquece. 


segunda-feira, dezembro 15, 2014

"Como acabar com uma relação?" É uma boa pergunta.

Saber a que altura certa uma relação deve terminar não é, de todo, tarefa fácil. Vivi durante muito tempo iludida com frases como "quando deixa de haver amor terminas tudo", ou "assim que a chama se apagar, já sabes..." ou - a mais cliché de todas - "se não dá, não dá..." (a sério?). No entanto, ninguém me advertiu que não vivemos num mundo tão preto no branco como isso. Há entraves. Há frases que saem sem intenção. Há gestos que nos fazem querer voltar atrás. Há lágrimas que caem sem nós querermos. Há surpresas também; coisas que não sabíamos que aconteceram ou que não imaginávamos que o outro sentia. E há sempre aqueles momentos em que não sabemos para que lado nos viramos...

Esse "momento" para mim tem sido, basicamente, os últimos sete meses. Sim, eu sei, é triste. É triste quando iniciamos uma relação a pensar que vai ser x e ela acaba por se tornar completamente o oposto. É triste quando o ano que devia ter sido o melhor da tua vida, acabou por ser dos piores talvez. É triste quando nunca imaginaste que ias amar tanto uma pessoa e esta te ia desiludir ainda mais. É triste querer voltar atrás no tempo.

Foi no sábado. Foi no sábado que, pela quinquagésima vez, estava disposta a terminar tudo. Todos os presentes dele, cartões e rosas: tudo guardado num saco. Tudo pronto para o esquecer. Para nenhum de nós sofrer mais. Sempre com a lengalenga "se continuares vais sofrer, béu, e se acabares também, por isso who cares?" na cabeça. Levei-o até para um dos meus sitios preferidos da cidade. Aquele para onde vou quando não quero pensar em nada. Aquele sítio onde me podem encontrar mas que ninguém se lembraria de procurar. 
Disse tudo, tudo aquilo que precisava. Ele ouviu. E chorou, e chorou, e chorou... 
Quando, em cima, referi que o mundo dos relacionamentos não é assim tão preto no branco era disto que estava a falar. Ele chorou e o coração mole da béu começou a duvidar de tudo outra vez... E voltamos ao mesmo. Porque ele não me deixou terminar. Porque o nosso amor ainda existe, apesar de o amor não ser tudo (como toda a gente sabe). Porque ele magoa-me muito. E faz-me rir noutras alturas. E continuo a gostar dele. 

Masoquismo, caros amigos, é esta a minha doença.
No entanto, sinto-me muito mais confiante e determinada do que estive durante esta relação toda, e isso faz com que a minha visão de tudo o que se passa à minha volta esteja mais nítida. 
Continuo  aqui porque ele pediu, (e porque algo, em mim, me diz constantemente para não o deixar), contudo não consigo ver futuro com alguém que precisa de crescer tanto ainda... 
O que eu precisava era de uma prova de amor, utópica e lamechas como nos filmes, estão a ver? Era só isso...

sexta-feira, novembro 14, 2014

quarta-feira, novembro 12, 2014

escrito há um ano atrás| Dos pedidos de desculpa (que ficam sempre bem)


«Quando precisei mais de ti não estavas lá.
Entre festas, amigos e demasiados histerismos, descartaste-me totalmente. E o que é que isso diz sobre ti?
(...)
E o pior é que sabias. Sabias e sabes tudo aquilo que eu sou. Conheces-me por dentro e por fora, e ter consciência disso corrói ainda mais... É saber que viveste comigo meses e meses, sabias os meus pontos fracos e, mesmo assim, mesmo tendo sido tu a primeira pessoa com quem eu consegui ter mais do que plena confiança, tocaste na ferida e reabriste-a por completo.
Quando precisei mais de ti não estavas lá.
E dói. Dói muito saber que voltei a não confiar nas pessoas, sabes? E esse sentimento de vazio já não residia aqui há muito, muito tempo. Tudo porque não estavas lá. Nos meses em que o meu mundo se desmoronou aos poucos e poucos, à minha frente, e tudo o que eu podia fazer era ficar a olhar.
(...)
Perdeste os melhores e os piores momentos. Sim, principalmente os piores. 
E o que é que isso diz sobre ti?
(...)
Foi só horrível. E o pior? O pior é que não sabes a história toda.»

domingo, novembro 09, 2014

Eu chamo-lhe o baloiço da morte!


Há uma espécie de baloiço situado na borda de um precipício no Equador. Não tem qualquer medida de segurança e chamam-lhe «Swing at the End of the World». É um nome de facto apropriado...






E não. Não era eu que ia para ali!

sábado, novembro 08, 2014

a ponte que nos une.

Quero voltar e não sei como.



Gostava de encontrar uma ponte entre as minhas publicações de há mais de um ano atrás e o que tenho para dizer hoje. Nesta fase da minha vida.
Quando nos dizem que num ano tudo muda, todos nós consentimos com a cabeça e tentamos relembrar o que éramos há uns 12 meses atrás. E claro que as coisas estão diferentes. Era um absurdo se não estivessem. Eu cresço, tu cresces, a tua amiga cresce, o teu namorado, até a tua mãe e o teu avô. Toda a gente cresce mais um pouco, todos os anos. Óbvio que as coisas iam estar diferentes.
Mas quando tens um blog tudo muda.
Quando tens um blog (vários até) há mais de 5 anos, onde fazes dele um diário e te pões a ler as tuas publicações (aquelas que não apagaste num dos blogs que sobreviveu), dás conta que quando nos dizem que num ano tudo muda, estas palavras não são assim tão lineares. Muda radicalmente e nem dás conta.


Há mais de um ano que não escrevo frequentemente neste sítio. O ano em que entrei no ensino superior, o ano em que deixei a minha casa, em que voltei a casa, em que fui caloira e num piscar de olhos já estava de preto com novos caloiros a chamarem-me Senhora Doutora. O ano em que comecei uma relação só porque sim e não dava nada por ela, e que agora já fez um ano. O ano em que perdi a minha melhor amiga, por razões que só ela sabe. O ano em que chorei baba e ranho a ouvir a Tuna Universitária do Porto enquanto a minha madrinha me traçava a capa.

Foi o pior ano da minha vida e o melhor ao mesmo tempo e nem uma publicação consegui escrever.
Comecei este texto com o intuito de dizer que estava arrependida, que as memórias podiam estar aqui gravadas... mas não. Depois de escrever tudo isto vejo que não estou arrependida. Sei que os melhores viveram estes momentos a meu lado. E é isso que verdadeiramente importa.

Mas agora quero voltar. Quero mudar algo este ano. Quero voltar a ser o que era.
Só preciso de encontrar essa ponte...
E alterar esta página toda para ver se a inspiração lhe segue.


quinta-feira, junho 19, 2014

«Ainda tens tanto para provar» - Só para ficar registado.



Tiras-me do sério.
Tiras-me do sério a ponto de me teres quase obrigado a acabar contigo.
És mau. Um otário. Um tarado babado. Um filho da mãe. Imaturo ainda. Uma criança. Não sabes viver. És o meu oposto. E quando penso nestas coisas todas não consigo perceber como te amo tanto. Tantos meses já se passaram e és a única pessoa com quem perco as estribeiras quando discutimos. Consigo ter discussões tão civilizadas e, contigo, só me apetece enfiar a tua cara na parede até que percebas que, bolas, estás errado! E porque é que é só contigo que tal me acontece? Porque és um «extremista com ideias estranhas». Porque nunca convivi com uma pessoa tão diferente. E talvez seja isso de sermos tão opostos que nos atrai tanto. Amo-te tanto. Consigo ter duas personalidades completamente diferentes quando estou contigo. A béu que sempre foi a béu, sensata, pacífica, que tenta aproveitar um pouco de tudo ao máximo e que sente um carinho enorme por ti; e a béu tresloucada, que passa por um misto de sentimentos desde o amor ao ódio e que imagina mil e uma formas de te dar um estalo a ver se te calas.

Talvez seja por isto que sempre achei que não íamos resultar. E, mesmo assim, continuava contigo. A ver no que ia dar. A «deixar andar». Porque sabia que as discussões são normais. (E até porque eras muitooo bom noutras coisas...!). E, assim como quem não quer a coisa, o nosso amor foi crescendo, sem me ter apercebido.

No entanto, há sempre algo que estraga tudo. E uma página de uma rede social aberta no dia errado e à hora errada pode ser fatal. Um mês. Foi um mês que eu fiquei calada. A tentar perceber se realmente te conhecia passado tantos meses. A tentar perceber se era eu que estava a exagerar e se o que li não foi só fruto da minha imaginação.
Mas não foi. E chegou o dia da explosão. Disse-te tantas coisas e espero ter-te magoado (por muito que me custe dizer isto), porque não, não foi fruto da minha imaginação, e não, não era eu que estava a exagerar. Li mensagens que me magoaram tanto, que me fizeram ver que tinhas duas caras e que não te conhecia verdadeiramente. E magoou muito. Magoou tanto. E disse-te muitas vezes que não ia conseguir esquecer, que estava sempre a pensar no mesmo, tudo na expectativa que percebesses que estava, aos poucos e poucos, a acabar contigo... Mas, mais uma vez, o tempo passou, as discussões foram constantes, tornei-me - uma vez mais - fria e dei-te uma segunda oportunidade.

Não a desperdices, por favor.
Sou demasiado orgulhosa para me magoar outra vez e não fazer algo em relação a isso.
As mulheres podem ser mais doces e moderadas do que os seres do sexo masculino, mas também conseguem ser radicais e malévolas. Muito, até.
Continuo a amar-te tanto, meu amor! E, apesar de tudo, consegues fazer-me feliz.

Mas muita coisa vai mudar.

quarta-feira, setembro 25, 2013

Crónicas da vida militar da faculdade I



Depois de uma semana e meia de universidade (sou mesmo fresquinha por estes lados!), só hoje é que consegui parar, respirar e vir aqui escrever. Isto por aqui não anda bonito, não senhor!
Para terem uma noção, tenho-me apresentado todos os dias no quartel às 8h da manhã (excepto à sexta e nos dias em que saímos na noite anterior até mais tarde). E não, não estou a viver a verdadeira vida militar (nem ando lá perto!) - refiro-me, pois, às praxes académicas.

Todos os santos dias tenho de sair do conforto da minha caminha - que passou de king size para kid size! O que foi difícil de habituar, acreditem x) - e dirigir-me à minha faculdade para começar logo de manhã a encher. Não, não é assim tão mal, e acreditem, faço porque quero! Não tenho nome de praxe, tento passar despercebida no meio de tantas caloiras (e poucos caloiros) e, aparte das flexões e do exercícios físico todo que temos de fazer no meu curso, aprender as «musiquinhas» do curso, interagir com todos os coleguinhas e ter uma impressão menos boa dos doutores, faz tudo parte da vida académica e eu aconselho vivamente a experimentarem e aprenderem a tolerar a praxe (:

O mais difícil? Viver longe (vá lá, relativamente longe no meu caso) da nossa família, dos nossos amigos e da nossa casinha! Essa sim é a parte mais difícil. Mas, visto que o «espaço para acalmar e respirar fundo» de hoje era escasso, infelizmente vou ter de deixar essa parte para outro post, pois segue-se uma noite cheia de praxe pelas ruas do Porto e, no final, uma festa que vem mesmo a calhar!

Desejem-me sorte (:

terça-feira, setembro 10, 2013

Está tudo a compor-se




Depois de um fim de semana cheio de aventuras e pequenas loucuras, e uma Noite Branca em Braga que começou com a saída dos resultados das candidaturas, hoje, finalmente consegui respirar.
Ontem foi o dia dedicado à matrícula na nova cidade académica e de conhecer alguns dos meus Doutores. No próximo domingo à noite, já vou de malas e bagagens para o novo apartamento - e quanto me vai custar! Sendo eu a menina da mamã e do papá que sou, todas as sextas voltarei para a minha linda e maravilhosa cidade - que eu não trocaria por nada (deliberadamente, claro!) - e vou poder respirar o ar puro e ver o sublime céu que a minha cidade-berço tem para me dar (só de pensar nisto ganho logo outra motivação para aguentar toda a semana!). O bem bom acabará todos os domingos à noite, onde voltarei para a cidade universitária.

Visto bem, está tudo a recompor-se e ainda bem. Vamos rezar por melhores dias e, vá lá, para que a solidão não se apodere de mim e me torne um daqueles bichos solitários com mau hálito (e é este o pior cenário que prevejo - menos mal!).

sexta-feira, setembro 06, 2013

Crónicas da procura de quarto


Depois de uma tarde mais do que esgotante a visitar quartos na nova cidade académica, podemos finalmente dizer, com alívio, que encontramos o sítio certo!
Apesar de termos começado logo com o pé esquerdo e de a primeira casa ter-se comparado a uma pocilga pegada, três apartamentos e, consequentemente, três quartos depois e já tínhamos quase a certeza de que seria ali que eu iria habitar. Para terem uma noção, compara-se - mais coisa menos coisa - à casa da imagem ali de cima. Tem escadas de princesa, candelabros de vidro fino a percorrerem os tectos, chão de mármore brilhante, um empregado musculado só para o meu quarto, um quarto com quarto de banho privativo, sala de vestir e sala de jacuzzi - como é óbvio.



Podia ser isto. E, se fosse realmente assim, euzinha já não estava a viver em Portugal, não senhor!
O apartamento é só para raparigas, super cómodo, cheirava a flores, os senhorios são as pessoas mais agradáveis que eu conheci por aqueles lados e o quarto, apesar de ter duas camas e de ser pequenino, é extremamente acolhedor. E, o mais importante, entra no orçamento dos meus pais.
Portanto, béu, agora sim, já podes relaxar!

E que venha um ano cheio de paciência




Na azáfama (e, principalmente, stress de todos os lados) de andar à procura de quarto na nova cidade universitária, descubro que tenho mesmo de dividir o quarto. Eu que gosto de ter as minhas coisinhas nos sítios certos, eu que, à noite, não passo sem os meus momentos comigo e só comigo na privacidade do meu quarto, terei de fazer um esforço acrescido este ano. Tudo bem, se é sobre dinheiro, a béu está disposta a fazer sacrifícios.
Menos mal, pelo menos conheço extremamente bem a pessoa com quem o vou dividir.

Pena é essa mesma pessoa ser a reencarnação de Lúcifer...

quinta-feira, setembro 05, 2013

Braga Urban Market - ou BUM, pelos meus olhos

Não sei se estão dentro do conceito do BUM ou, até, se já tiveram oportunidade de visitar, mas, visto que este sábado, dia 7 de Setembro, irá haver uma nova edição e, desta vez, eu vou lá estar, decidi partilhar convosco uma das iniciativas da minha cidade.
Neste sábado, não só se realizará mais uma edição do Braga Urban Market, mas também será a Noite Branca em Braga! Uma noite onde toda a gente sai à rua vestida de branco para assistir às mais diversas apresentações artísticas que se realizarão nos vários pontos da cidade. E, este ano, contamos não só com a Mariza, mas também com a Mónica Ferraz e, o meu preferido, o David Fonseca (podem saber mais sobre o evento aqui).



Mas já me estou a dispersar. O BUM é um mercado de rua de compra e venda de materiais em segunda mão e nasceu da ideia de duas jovens bracarenses, que o descrevem na perfeição como «Uma feira de primeira, em segunda (mão)! (Vejam mais sobre o BUM aqui).
E porque razão é que me lembrei de fazer este post, perguntam vocês.
Não, não é só por adorar viver em Braga (ainda nem acredito que dentro de poucas semanas vou estudar para uma cidade completamente diferente desta), mas sim porque eu vou lá estar. Vou estar lá, desta vez, como comerciante, por detrás de uma banquinha toda catita a vender os meus pertences.

Portanto, meus caros senhores, se não têm mais nada que fazer neste fim de semana, dêem um pulo a Braga. É que eu espero, sinceramente, vender aquela tralha toda!


quarta-feira, setembro 04, 2013

TV Shows - Revenge



Já que ando numa de escrever e de ver séries, (visto que faltam apenas uns dias para saber as colocações deste ano), deixo-vos aqui uma série que me fez ficar colada ao ecrã desde o início, tendo eu mesmo, béu da silva, devorado as duas temporadas (que tem, para já) em duas semanas.
Revenge fala-nos de Amanda Clarke (adoro esta rapariga), que adoptou o nome de Emily Thorne para se vingar da morte do seu pai. Isto, uma vez que o pai de Amanda foi acusado de um crime que não cometeu e, por isso, preso injustamente, acabando por morrer. A pobre criança tem assim a vida arruinada e acaba por entrar na detenção juvenil. No entanto, após ser solta, Amanda prepara uma vingança escrupulosamente bem feita aos milionários que tramaram o pai e adopta o nome de Emily.

Tenho-vos a dizer que a série é fantástica. Apesar dos episódios terem 40 minutos, consegui embrenhar-me na história muito rapidamente. É mais uma série a adicionar à vossa lista de coisas a fazer, acreditem! E não digam que eu não avisei, visto que este menino é um dos protagonistas...!



terça-feira, setembro 03, 2013

TV Shows - [The] Big C



«Lucky me!» e «Don't delay the happy» - são, talvez, as frases mais marcantes desta série norte-americana (se a conseguirem ver até ao último episódio!). Com apenas quatro temporadas, esta comédia de humor negro consegue retratar a vida de Cathy Jamison, um professora do secundário, que foi diagnosticada com cancro, mais especificamente melanoma maligno. Assim, Cathy, rodeada pela sua família peculiar e completamente fora do normal, tenta aproveitar o tempo que lhe resta de uma forma descontraída e humorística, tornando-se mais impulsiva e «fora de controlo».

Comecei a ver esta série apenas porque precisava de algo para me entreter ao fim do dia e, sendo que os episódios têm somente 20 minutos, nada melhor para passar o tempo. Mal eu sabia que a ia devorar de uma só rajada! Chorei imenso, ri imenso e passei uns bons momentos em frente ao computador. A sério, desafio-vos a assistirem e depois venham contar-me o que acharam! São apenas 4 temporadas que valem a pena, garanto-vos.

Deixo-vos, assim, com alguns dos meus momentos predilectos da série para vos abrir o apetite!






RIP Crónicas de um ginásio (pelo menos para já)

Adeus bicicleta. Adeus pilates. Adeus aula de pesos. Adeus à relação de amor/ódio com a máquina dos glúteos. Adeus tapete de yoga. Adeus braços com músculos. Adeus máquina de bíceps que implicava sempre comigo. Adeus sala de musculação que passei mais de 6 meses sem visitar, porque tinha demasiada vergonha de estar no meio de homens. Adeus.



Isto, porque o meu contrato naquele ginásio teve o seu término no sábado passado, dia 31 de Agosto (vou deixar aqui a data, queimar o contrato e fazer crescer uma árvore das suas cinzas... - para verem a tristeza desse dia).
E vocês perguntam: «mas, béu, porque raio não renovas o maldito contrato?!». E eu perdoo-vos a ignorância e faço umas festinhas no cima da vossa cabeça. Não posso renovar, porque em breve vou estudar ali para o distrito ao lado, pelo que teria de começar num novo ginásio. Além disso, como as despesas vão ser enormes neste novo ano lectivo, terei de estudar bem o assunto e ver se me compensará ou não.
Até lá fico com os meus passeios, o jogging matinal e os pesos de 4kg que estão no quarto do meu irmão. É triste, eu sei.



Adeus roupinha linda de deporto que me faz um rabo do caraças. Adeus momentos na passadeira em que ficava a olhar para a carne fresca que tinha chegado. Adeus máquina de braços e olá flexões caseiras. Adeus aulas de 60 minutos a suar que nem um porco. Adeus treinador que também vai embora. Adeus piscina linda que apenas servia para eu ficar a boiar de um lado ao outro, porque estava demasiado cansada para nadar (não era porque não sabia nadar, nada disso!).
E a parte que me custa mais:

Adeus jacuzzi da minha vida. Adeus sauna que me tirava a retenção de líquidos. Adeus banho turco para quando tinha o nariz entupido (ou simplesmente porque sim). E adeus à minha sanidade mental, pois vou deixar de ver caras lindas, corpos lindos, sorrisos lindos, homens sexys a suar e a sorrir. Adeus deuses gregos. Um dia eu volto aí. Não chorem por mim, a sério.

segunda-feira, setembro 02, 2013

Os meus pais: um caso de perseverança e de «afinal, o amor existe e vale a pena»

«The happiest couples never have the same character. They have the best understanding of their differences.»


O amor existe, acreditem.
Lembro-me, nitidamente, de ser pequena o suficiente para não conseguir chegar ao interruptor da luz e de ouvir os meus pais a discutir. Recordo-me, também, de certos episódios em que acordava de noite, descia as escadas com o intuito de apagar a sede, e os ouvia a discutir na cozinha. Perdia logo a vontade de beber água e voltava a correr para o meu quarto, às escuras, e ficava a rezar para que nada de mal lhes acontecesse, para que tudo ficasse bem no final. 

E é deles que vos vou falar hoje. Não por me sentir na obrigação, mas sim por ter chegado à conclusão do orgulho que eles são para mim. Do perfeito arquétipo de amor que tenho aqui em casa. Não são - nem por sombras! - o único casal que me põe a sorrir quando olho para eles, no entanto são o exemplo mais próximo que tenho e pelo qual me posso guiar - 24 por 24 horas. E, tendo eu a idade que tenho, creio que posso considerar um grande feito chegar a esta altura da vida deles e poder orgulhar-me daquilo que se tornaram. Conversar com um grupo de amigos que se queixam das divergências dos pais e tirar a ilação da felicidade conjunta que os meus conseguiram construir ao longo destes 23 anos de casamento.

Homenagem. É essa a palavra que me faltava! É mesmo isso: uma homenagem aos meus progenitores que parece que se amam mais cada dia que passa. Porque, hoje em dia, o que eu tenho em casa é muito difícil de encontrar. Estou rodeada de histórias próximas de famílias distorcidas e histórias de casais sem qualquer pinga de amor para dar, e dói-me. Dói-me profundamente. Dói-me, porque são pais de amigos meus, quase irmãos para mim e odeio aperceber-me que alguns já perderam a fé no verdadeiro amor.
Porque, caramba!, ele existe. A sério que sim.

Os meus pais nunca foram o casal perfeito. Aquele casal que passa na rua de braço dado, com um sorriso de orelha a orelha, e que nunca saem de casa separados. Não. Nada disso. 
Sempre tiveram vidas e famílias diferentes e ambas problemáticas. Ambos sofreram imenso e se não fosse a persistência, paciência e esperança da minha mãe ou o meu pai já não estava vivo ou eles já estavam divorciados. A realidade é mesmo essa, e eu tenho consciência plena disso desde que tenho 11 anos de idade.

Infelizmente, o  número de pessoas que queria acabar com este casamento é inacreditavelmente grande. - sendo a maior parte familiares - no entanto, depois de ter sofrido que nem uma escrava, a minha mãe conseguiu que o meu pai abrisse os olhos. Conseguiu pô-lo a ver para lá do que estava à vista (mesmo tendo ele noção do que se passava, mas fingindo não acreditar) e agora - e apesar das diferenças de ambos - são a dupla mais poderosa que eu conheço. 

Quando o meu pai, medicado e esgotado, precisa de clarear as ideias e passear, é a minha mãe a primeira a pegar no carro e a sair com ele. Quando ela precisa de ajuda, é ele o primeiro a perguntar do que é que ela necessita. Quando saímos à noite, nunca os vês separados. É escusado. Ele dança com ela. Ela dança com ele. Formam um só dignos de se ver. E eu sorrio. Perante este cenário eu sorrio e arrepio-me. Arrepio-me até à ponta dos cabelos, porque sim, sei que é orgulho. 

Ele é uma pessoa complicada e ela também não fica atrás. Ele tem as suas imperfeições, porém ela tenta completá-las. Paciência. É tudo uma questão de paciência e de saber lidar com as pessoas. Nada mais. E depois de termos encontrado e aperfeiçoado isto, é ver a cumplicidade que transborda dos olhos de ambos quando o olhar deles se cruza. É ver o sorriso da minha mãe quando sabe exactamente no que é que o meu pai está a pensar. E se em anos transactos a palavra divórcio já veio muitas vezes ao de cima, agora tenho cada vez mais a certeza de que eles vão ver a reforma juntos, braço dado com braço dado, com o brilho nos olhos sempre que olham um para o outro. Vão envelhecer juntos e eu quero estar cá para ver. Não o perderia por nada.


E é assim que termino a minha homenagem, sentindo que ainda há tanto para dizer sobre eles, mas não há palavras suficientes. Espero um dia encontrar o que eles têm e poder aperfeiçoar o amor virgem, tal como eles fizeram. Porque a felicidade não cai do céu; é, pois, trabalhada e apurada. 
Espero, um dia, ter - como eles - o privilégio de poder envelhecer juntamente com a minha alma gémea. 
O amor existe, acreditem. 



domingo, setembro 01, 2013

Só a título de curiosidade. E um post para a Carolina.


Sabiam que não há um único McDonalds em toda a Islândia?


E este post não foi feito agora. Nada disso. Este post é um rascunho. Um rascunho que eu tinha guardado desde 2012 (para verem o dinossauro de post que é!). E porque é que saiu agora?, perguntam vocês.
Unicamente, porque a Carolina, do blog Lucky 13, resolveu dar-me um grande sermão pela minha ausência por estes lados!
A verdade é que não é só preguiça (apesar de esta ter aqui um papel importante!), mas é, também, por ser verão. E fico contente pela minha ausência ser fruto de um verão ocupado por praia, piscina, festas, festivais, amigos, muita farra e muito sol! É sinal que estou ocupada, percebem?!
Portanto, Carolina, já voltei!
Amanhã há mais :)

terça-feira, julho 23, 2013

A título de curiosidade

A maior piscina no mundo está localizada no Chile (em San Alfonso del Mar, mais especificamente). Tem 1013 metros de largura, cobre exactamente 20 hectares de superfície, e suporta 66 milhões de litros de água. Ora vejam:




Quando vi a notícia a primeira coisa que me veio à cabeça foi: Dubai. Afinal, não, é no Chile. E fiquei cheia de vontade de lá ir.

sexta-feira, julho 19, 2013

Crónicas de um ginásio


Oito da manhã no ginásio.
Olho para a esquerda, tudo bem.
Olho para a direita e deparo-me com uma mulher a correr como eu nunca vi ninguém a correr ali. A correr de uma forma tresloucada - é a única forma que encontro para a descrever (quase) na perfeição. E ainda não consigo perceber como é que ela não trocou os pés todos. Inacreditável!
E eu assim:


Isto, porque às 8h da manhã a única coisa que faço no ginásio é pilates ou yoga. Isto, porque nem com café fico suficientemente acordada (a essa hora). E isto, porque na noite anterior devia ter seguido o velho e célebre conselho: «deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer».
Vá lá, eu corro às 8h da manhã (talvez às 9h...), mas corro como uma pessoa dita normal corre. Tiro o chapéu à mulher que correu como se o mundo fosse acabar atrás dela, às 8h da manhã, num ginásio. Uau.