segunda-feira, dezembro 15, 2014

"Como acabar com uma relação?" É uma boa pergunta.

Saber a que altura certa uma relação deve terminar não é, de todo, tarefa fácil. Vivi durante muito tempo iludida com frases como "quando deixa de haver amor terminas tudo", ou "assim que a chama se apagar, já sabes..." ou - a mais cliché de todas - "se não dá, não dá..." (a sério?). No entanto, ninguém me advertiu que não vivemos num mundo tão preto no branco como isso. Há entraves. Há frases que saem sem intenção. Há gestos que nos fazem querer voltar atrás. Há lágrimas que caem sem nós querermos. Há surpresas também; coisas que não sabíamos que aconteceram ou que não imaginávamos que o outro sentia. E há sempre aqueles momentos em que não sabemos para que lado nos viramos...

Esse "momento" para mim tem sido, basicamente, os últimos sete meses. Sim, eu sei, é triste. É triste quando iniciamos uma relação a pensar que vai ser x e ela acaba por se tornar completamente o oposto. É triste quando o ano que devia ter sido o melhor da tua vida, acabou por ser dos piores talvez. É triste quando nunca imaginaste que ias amar tanto uma pessoa e esta te ia desiludir ainda mais. É triste querer voltar atrás no tempo.

Foi no sábado. Foi no sábado que, pela quinquagésima vez, estava disposta a terminar tudo. Todos os presentes dele, cartões e rosas: tudo guardado num saco. Tudo pronto para o esquecer. Para nenhum de nós sofrer mais. Sempre com a lengalenga "se continuares vais sofrer, béu, e se acabares também, por isso who cares?" na cabeça. Levei-o até para um dos meus sitios preferidos da cidade. Aquele para onde vou quando não quero pensar em nada. Aquele sítio onde me podem encontrar mas que ninguém se lembraria de procurar. 
Disse tudo, tudo aquilo que precisava. Ele ouviu. E chorou, e chorou, e chorou... 
Quando, em cima, referi que o mundo dos relacionamentos não é assim tão preto no branco era disto que estava a falar. Ele chorou e o coração mole da béu começou a duvidar de tudo outra vez... E voltamos ao mesmo. Porque ele não me deixou terminar. Porque o nosso amor ainda existe, apesar de o amor não ser tudo (como toda a gente sabe). Porque ele magoa-me muito. E faz-me rir noutras alturas. E continuo a gostar dele. 

Masoquismo, caros amigos, é esta a minha doença.
No entanto, sinto-me muito mais confiante e determinada do que estive durante esta relação toda, e isso faz com que a minha visão de tudo o que se passa à minha volta esteja mais nítida. 
Continuo  aqui porque ele pediu, (e porque algo, em mim, me diz constantemente para não o deixar), contudo não consigo ver futuro com alguém que precisa de crescer tanto ainda... 
O que eu precisava era de uma prova de amor, utópica e lamechas como nos filmes, estão a ver? Era só isso...

sexta-feira, novembro 14, 2014

quarta-feira, novembro 12, 2014

escrito há um ano atrás| Dos pedidos de desculpa (que ficam sempre bem)


«Quando precisei mais de ti não estavas lá.
Entre festas, amigos e demasiados histerismos, descartaste-me totalmente. E o que é que isso diz sobre ti?
(...)
E o pior é que sabias. Sabias e sabes tudo aquilo que eu sou. Conheces-me por dentro e por fora, e ter consciência disso corrói ainda mais... É saber que viveste comigo meses e meses, sabias os meus pontos fracos e, mesmo assim, mesmo tendo sido tu a primeira pessoa com quem eu consegui ter mais do que plena confiança, tocaste na ferida e reabriste-a por completo.
Quando precisei mais de ti não estavas lá.
E dói. Dói muito saber que voltei a não confiar nas pessoas, sabes? E esse sentimento de vazio já não residia aqui há muito, muito tempo. Tudo porque não estavas lá. Nos meses em que o meu mundo se desmoronou aos poucos e poucos, à minha frente, e tudo o que eu podia fazer era ficar a olhar.
(...)
Perdeste os melhores e os piores momentos. Sim, principalmente os piores. 
E o que é que isso diz sobre ti?
(...)
Foi só horrível. E o pior? O pior é que não sabes a história toda.»

domingo, novembro 09, 2014

Eu chamo-lhe o baloiço da morte!


Há uma espécie de baloiço situado na borda de um precipício no Equador. Não tem qualquer medida de segurança e chamam-lhe «Swing at the End of the World». É um nome de facto apropriado...






E não. Não era eu que ia para ali!

sábado, novembro 08, 2014

a ponte que nos une.

Quero voltar e não sei como.



Gostava de encontrar uma ponte entre as minhas publicações de há mais de um ano atrás e o que tenho para dizer hoje. Nesta fase da minha vida.
Quando nos dizem que num ano tudo muda, todos nós consentimos com a cabeça e tentamos relembrar o que éramos há uns 12 meses atrás. E claro que as coisas estão diferentes. Era um absurdo se não estivessem. Eu cresço, tu cresces, a tua amiga cresce, o teu namorado, até a tua mãe e o teu avô. Toda a gente cresce mais um pouco, todos os anos. Óbvio que as coisas iam estar diferentes.
Mas quando tens um blog tudo muda.
Quando tens um blog (vários até) há mais de 5 anos, onde fazes dele um diário e te pões a ler as tuas publicações (aquelas que não apagaste num dos blogs que sobreviveu), dás conta que quando nos dizem que num ano tudo muda, estas palavras não são assim tão lineares. Muda radicalmente e nem dás conta.


Há mais de um ano que não escrevo frequentemente neste sítio. O ano em que entrei no ensino superior, o ano em que deixei a minha casa, em que voltei a casa, em que fui caloira e num piscar de olhos já estava de preto com novos caloiros a chamarem-me Senhora Doutora. O ano em que comecei uma relação só porque sim e não dava nada por ela, e que agora já fez um ano. O ano em que perdi a minha melhor amiga, por razões que só ela sabe. O ano em que chorei baba e ranho a ouvir a Tuna Universitária do Porto enquanto a minha madrinha me traçava a capa.

Foi o pior ano da minha vida e o melhor ao mesmo tempo e nem uma publicação consegui escrever.
Comecei este texto com o intuito de dizer que estava arrependida, que as memórias podiam estar aqui gravadas... mas não. Depois de escrever tudo isto vejo que não estou arrependida. Sei que os melhores viveram estes momentos a meu lado. E é isso que verdadeiramente importa.

Mas agora quero voltar. Quero mudar algo este ano. Quero voltar a ser o que era.
Só preciso de encontrar essa ponte...
E alterar esta página toda para ver se a inspiração lhe segue.


quinta-feira, junho 19, 2014

«Ainda tens tanto para provar» - Só para ficar registado.



Tiras-me do sério.
Tiras-me do sério a ponto de me teres quase obrigado a acabar contigo.
És mau. Um otário. Um tarado babado. Um filho da mãe. Imaturo ainda. Uma criança. Não sabes viver. És o meu oposto. E quando penso nestas coisas todas não consigo perceber como te amo tanto. Tantos meses já se passaram e és a única pessoa com quem perco as estribeiras quando discutimos. Consigo ter discussões tão civilizadas e, contigo, só me apetece enfiar a tua cara na parede até que percebas que, bolas, estás errado! E porque é que é só contigo que tal me acontece? Porque és um «extremista com ideias estranhas». Porque nunca convivi com uma pessoa tão diferente. E talvez seja isso de sermos tão opostos que nos atrai tanto. Amo-te tanto. Consigo ter duas personalidades completamente diferentes quando estou contigo. A béu que sempre foi a béu, sensata, pacífica, que tenta aproveitar um pouco de tudo ao máximo e que sente um carinho enorme por ti; e a béu tresloucada, que passa por um misto de sentimentos desde o amor ao ódio e que imagina mil e uma formas de te dar um estalo a ver se te calas.

Talvez seja por isto que sempre achei que não íamos resultar. E, mesmo assim, continuava contigo. A ver no que ia dar. A «deixar andar». Porque sabia que as discussões são normais. (E até porque eras muitooo bom noutras coisas...!). E, assim como quem não quer a coisa, o nosso amor foi crescendo, sem me ter apercebido.

No entanto, há sempre algo que estraga tudo. E uma página de uma rede social aberta no dia errado e à hora errada pode ser fatal. Um mês. Foi um mês que eu fiquei calada. A tentar perceber se realmente te conhecia passado tantos meses. A tentar perceber se era eu que estava a exagerar e se o que li não foi só fruto da minha imaginação.
Mas não foi. E chegou o dia da explosão. Disse-te tantas coisas e espero ter-te magoado (por muito que me custe dizer isto), porque não, não foi fruto da minha imaginação, e não, não era eu que estava a exagerar. Li mensagens que me magoaram tanto, que me fizeram ver que tinhas duas caras e que não te conhecia verdadeiramente. E magoou muito. Magoou tanto. E disse-te muitas vezes que não ia conseguir esquecer, que estava sempre a pensar no mesmo, tudo na expectativa que percebesses que estava, aos poucos e poucos, a acabar contigo... Mas, mais uma vez, o tempo passou, as discussões foram constantes, tornei-me - uma vez mais - fria e dei-te uma segunda oportunidade.

Não a desperdices, por favor.
Sou demasiado orgulhosa para me magoar outra vez e não fazer algo em relação a isso.
As mulheres podem ser mais doces e moderadas do que os seres do sexo masculino, mas também conseguem ser radicais e malévolas. Muito, até.
Continuo a amar-te tanto, meu amor! E, apesar de tudo, consegues fazer-me feliz.

Mas muita coisa vai mudar.