quarta-feira, setembro 25, 2013

Crónicas da vida militar da faculdade I



Depois de uma semana e meia de universidade (sou mesmo fresquinha por estes lados!), só hoje é que consegui parar, respirar e vir aqui escrever. Isto por aqui não anda bonito, não senhor!
Para terem uma noção, tenho-me apresentado todos os dias no quartel às 8h da manhã (excepto à sexta e nos dias em que saímos na noite anterior até mais tarde). E não, não estou a viver a verdadeira vida militar (nem ando lá perto!) - refiro-me, pois, às praxes académicas.

Todos os santos dias tenho de sair do conforto da minha caminha - que passou de king size para kid size! O que foi difícil de habituar, acreditem x) - e dirigir-me à minha faculdade para começar logo de manhã a encher. Não, não é assim tão mal, e acreditem, faço porque quero! Não tenho nome de praxe, tento passar despercebida no meio de tantas caloiras (e poucos caloiros) e, aparte das flexões e do exercícios físico todo que temos de fazer no meu curso, aprender as «musiquinhas» do curso, interagir com todos os coleguinhas e ter uma impressão menos boa dos doutores, faz tudo parte da vida académica e eu aconselho vivamente a experimentarem e aprenderem a tolerar a praxe (:

O mais difícil? Viver longe (vá lá, relativamente longe no meu caso) da nossa família, dos nossos amigos e da nossa casinha! Essa sim é a parte mais difícil. Mas, visto que o «espaço para acalmar e respirar fundo» de hoje era escasso, infelizmente vou ter de deixar essa parte para outro post, pois segue-se uma noite cheia de praxe pelas ruas do Porto e, no final, uma festa que vem mesmo a calhar!

Desejem-me sorte (:

terça-feira, setembro 10, 2013

Está tudo a compor-se




Depois de um fim de semana cheio de aventuras e pequenas loucuras, e uma Noite Branca em Braga que começou com a saída dos resultados das candidaturas, hoje, finalmente consegui respirar.
Ontem foi o dia dedicado à matrícula na nova cidade académica e de conhecer alguns dos meus Doutores. No próximo domingo à noite, já vou de malas e bagagens para o novo apartamento - e quanto me vai custar! Sendo eu a menina da mamã e do papá que sou, todas as sextas voltarei para a minha linda e maravilhosa cidade - que eu não trocaria por nada (deliberadamente, claro!) - e vou poder respirar o ar puro e ver o sublime céu que a minha cidade-berço tem para me dar (só de pensar nisto ganho logo outra motivação para aguentar toda a semana!). O bem bom acabará todos os domingos à noite, onde voltarei para a cidade universitária.

Visto bem, está tudo a recompor-se e ainda bem. Vamos rezar por melhores dias e, vá lá, para que a solidão não se apodere de mim e me torne um daqueles bichos solitários com mau hálito (e é este o pior cenário que prevejo - menos mal!).

sexta-feira, setembro 06, 2013

Crónicas da procura de quarto


Depois de uma tarde mais do que esgotante a visitar quartos na nova cidade académica, podemos finalmente dizer, com alívio, que encontramos o sítio certo!
Apesar de termos começado logo com o pé esquerdo e de a primeira casa ter-se comparado a uma pocilga pegada, três apartamentos e, consequentemente, três quartos depois e já tínhamos quase a certeza de que seria ali que eu iria habitar. Para terem uma noção, compara-se - mais coisa menos coisa - à casa da imagem ali de cima. Tem escadas de princesa, candelabros de vidro fino a percorrerem os tectos, chão de mármore brilhante, um empregado musculado só para o meu quarto, um quarto com quarto de banho privativo, sala de vestir e sala de jacuzzi - como é óbvio.



Podia ser isto. E, se fosse realmente assim, euzinha já não estava a viver em Portugal, não senhor!
O apartamento é só para raparigas, super cómodo, cheirava a flores, os senhorios são as pessoas mais agradáveis que eu conheci por aqueles lados e o quarto, apesar de ter duas camas e de ser pequenino, é extremamente acolhedor. E, o mais importante, entra no orçamento dos meus pais.
Portanto, béu, agora sim, já podes relaxar!

E que venha um ano cheio de paciência




Na azáfama (e, principalmente, stress de todos os lados) de andar à procura de quarto na nova cidade universitária, descubro que tenho mesmo de dividir o quarto. Eu que gosto de ter as minhas coisinhas nos sítios certos, eu que, à noite, não passo sem os meus momentos comigo e só comigo na privacidade do meu quarto, terei de fazer um esforço acrescido este ano. Tudo bem, se é sobre dinheiro, a béu está disposta a fazer sacrifícios.
Menos mal, pelo menos conheço extremamente bem a pessoa com quem o vou dividir.

Pena é essa mesma pessoa ser a reencarnação de Lúcifer...

quinta-feira, setembro 05, 2013

Braga Urban Market - ou BUM, pelos meus olhos

Não sei se estão dentro do conceito do BUM ou, até, se já tiveram oportunidade de visitar, mas, visto que este sábado, dia 7 de Setembro, irá haver uma nova edição e, desta vez, eu vou lá estar, decidi partilhar convosco uma das iniciativas da minha cidade.
Neste sábado, não só se realizará mais uma edição do Braga Urban Market, mas também será a Noite Branca em Braga! Uma noite onde toda a gente sai à rua vestida de branco para assistir às mais diversas apresentações artísticas que se realizarão nos vários pontos da cidade. E, este ano, contamos não só com a Mariza, mas também com a Mónica Ferraz e, o meu preferido, o David Fonseca (podem saber mais sobre o evento aqui).



Mas já me estou a dispersar. O BUM é um mercado de rua de compra e venda de materiais em segunda mão e nasceu da ideia de duas jovens bracarenses, que o descrevem na perfeição como «Uma feira de primeira, em segunda (mão)! (Vejam mais sobre o BUM aqui).
E porque razão é que me lembrei de fazer este post, perguntam vocês.
Não, não é só por adorar viver em Braga (ainda nem acredito que dentro de poucas semanas vou estudar para uma cidade completamente diferente desta), mas sim porque eu vou lá estar. Vou estar lá, desta vez, como comerciante, por detrás de uma banquinha toda catita a vender os meus pertences.

Portanto, meus caros senhores, se não têm mais nada que fazer neste fim de semana, dêem um pulo a Braga. É que eu espero, sinceramente, vender aquela tralha toda!


quarta-feira, setembro 04, 2013

TV Shows - Revenge



Já que ando numa de escrever e de ver séries, (visto que faltam apenas uns dias para saber as colocações deste ano), deixo-vos aqui uma série que me fez ficar colada ao ecrã desde o início, tendo eu mesmo, béu da silva, devorado as duas temporadas (que tem, para já) em duas semanas.
Revenge fala-nos de Amanda Clarke (adoro esta rapariga), que adoptou o nome de Emily Thorne para se vingar da morte do seu pai. Isto, uma vez que o pai de Amanda foi acusado de um crime que não cometeu e, por isso, preso injustamente, acabando por morrer. A pobre criança tem assim a vida arruinada e acaba por entrar na detenção juvenil. No entanto, após ser solta, Amanda prepara uma vingança escrupulosamente bem feita aos milionários que tramaram o pai e adopta o nome de Emily.

Tenho-vos a dizer que a série é fantástica. Apesar dos episódios terem 40 minutos, consegui embrenhar-me na história muito rapidamente. É mais uma série a adicionar à vossa lista de coisas a fazer, acreditem! E não digam que eu não avisei, visto que este menino é um dos protagonistas...!



terça-feira, setembro 03, 2013

TV Shows - [The] Big C



«Lucky me!» e «Don't delay the happy» - são, talvez, as frases mais marcantes desta série norte-americana (se a conseguirem ver até ao último episódio!). Com apenas quatro temporadas, esta comédia de humor negro consegue retratar a vida de Cathy Jamison, um professora do secundário, que foi diagnosticada com cancro, mais especificamente melanoma maligno. Assim, Cathy, rodeada pela sua família peculiar e completamente fora do normal, tenta aproveitar o tempo que lhe resta de uma forma descontraída e humorística, tornando-se mais impulsiva e «fora de controlo».

Comecei a ver esta série apenas porque precisava de algo para me entreter ao fim do dia e, sendo que os episódios têm somente 20 minutos, nada melhor para passar o tempo. Mal eu sabia que a ia devorar de uma só rajada! Chorei imenso, ri imenso e passei uns bons momentos em frente ao computador. A sério, desafio-vos a assistirem e depois venham contar-me o que acharam! São apenas 4 temporadas que valem a pena, garanto-vos.

Deixo-vos, assim, com alguns dos meus momentos predilectos da série para vos abrir o apetite!






RIP Crónicas de um ginásio (pelo menos para já)

Adeus bicicleta. Adeus pilates. Adeus aula de pesos. Adeus à relação de amor/ódio com a máquina dos glúteos. Adeus tapete de yoga. Adeus braços com músculos. Adeus máquina de bíceps que implicava sempre comigo. Adeus sala de musculação que passei mais de 6 meses sem visitar, porque tinha demasiada vergonha de estar no meio de homens. Adeus.



Isto, porque o meu contrato naquele ginásio teve o seu término no sábado passado, dia 31 de Agosto (vou deixar aqui a data, queimar o contrato e fazer crescer uma árvore das suas cinzas... - para verem a tristeza desse dia).
E vocês perguntam: «mas, béu, porque raio não renovas o maldito contrato?!». E eu perdoo-vos a ignorância e faço umas festinhas no cima da vossa cabeça. Não posso renovar, porque em breve vou estudar ali para o distrito ao lado, pelo que teria de começar num novo ginásio. Além disso, como as despesas vão ser enormes neste novo ano lectivo, terei de estudar bem o assunto e ver se me compensará ou não.
Até lá fico com os meus passeios, o jogging matinal e os pesos de 4kg que estão no quarto do meu irmão. É triste, eu sei.



Adeus roupinha linda de deporto que me faz um rabo do caraças. Adeus momentos na passadeira em que ficava a olhar para a carne fresca que tinha chegado. Adeus máquina de braços e olá flexões caseiras. Adeus aulas de 60 minutos a suar que nem um porco. Adeus treinador que também vai embora. Adeus piscina linda que apenas servia para eu ficar a boiar de um lado ao outro, porque estava demasiado cansada para nadar (não era porque não sabia nadar, nada disso!).
E a parte que me custa mais:

Adeus jacuzzi da minha vida. Adeus sauna que me tirava a retenção de líquidos. Adeus banho turco para quando tinha o nariz entupido (ou simplesmente porque sim). E adeus à minha sanidade mental, pois vou deixar de ver caras lindas, corpos lindos, sorrisos lindos, homens sexys a suar e a sorrir. Adeus deuses gregos. Um dia eu volto aí. Não chorem por mim, a sério.

segunda-feira, setembro 02, 2013

Os meus pais: um caso de perseverança e de «afinal, o amor existe e vale a pena»

«The happiest couples never have the same character. They have the best understanding of their differences.»


O amor existe, acreditem.
Lembro-me, nitidamente, de ser pequena o suficiente para não conseguir chegar ao interruptor da luz e de ouvir os meus pais a discutir. Recordo-me, também, de certos episódios em que acordava de noite, descia as escadas com o intuito de apagar a sede, e os ouvia a discutir na cozinha. Perdia logo a vontade de beber água e voltava a correr para o meu quarto, às escuras, e ficava a rezar para que nada de mal lhes acontecesse, para que tudo ficasse bem no final. 

E é deles que vos vou falar hoje. Não por me sentir na obrigação, mas sim por ter chegado à conclusão do orgulho que eles são para mim. Do perfeito arquétipo de amor que tenho aqui em casa. Não são - nem por sombras! - o único casal que me põe a sorrir quando olho para eles, no entanto são o exemplo mais próximo que tenho e pelo qual me posso guiar - 24 por 24 horas. E, tendo eu a idade que tenho, creio que posso considerar um grande feito chegar a esta altura da vida deles e poder orgulhar-me daquilo que se tornaram. Conversar com um grupo de amigos que se queixam das divergências dos pais e tirar a ilação da felicidade conjunta que os meus conseguiram construir ao longo destes 23 anos de casamento.

Homenagem. É essa a palavra que me faltava! É mesmo isso: uma homenagem aos meus progenitores que parece que se amam mais cada dia que passa. Porque, hoje em dia, o que eu tenho em casa é muito difícil de encontrar. Estou rodeada de histórias próximas de famílias distorcidas e histórias de casais sem qualquer pinga de amor para dar, e dói-me. Dói-me profundamente. Dói-me, porque são pais de amigos meus, quase irmãos para mim e odeio aperceber-me que alguns já perderam a fé no verdadeiro amor.
Porque, caramba!, ele existe. A sério que sim.

Os meus pais nunca foram o casal perfeito. Aquele casal que passa na rua de braço dado, com um sorriso de orelha a orelha, e que nunca saem de casa separados. Não. Nada disso. 
Sempre tiveram vidas e famílias diferentes e ambas problemáticas. Ambos sofreram imenso e se não fosse a persistência, paciência e esperança da minha mãe ou o meu pai já não estava vivo ou eles já estavam divorciados. A realidade é mesmo essa, e eu tenho consciência plena disso desde que tenho 11 anos de idade.

Infelizmente, o  número de pessoas que queria acabar com este casamento é inacreditavelmente grande. - sendo a maior parte familiares - no entanto, depois de ter sofrido que nem uma escrava, a minha mãe conseguiu que o meu pai abrisse os olhos. Conseguiu pô-lo a ver para lá do que estava à vista (mesmo tendo ele noção do que se passava, mas fingindo não acreditar) e agora - e apesar das diferenças de ambos - são a dupla mais poderosa que eu conheço. 

Quando o meu pai, medicado e esgotado, precisa de clarear as ideias e passear, é a minha mãe a primeira a pegar no carro e a sair com ele. Quando ela precisa de ajuda, é ele o primeiro a perguntar do que é que ela necessita. Quando saímos à noite, nunca os vês separados. É escusado. Ele dança com ela. Ela dança com ele. Formam um só dignos de se ver. E eu sorrio. Perante este cenário eu sorrio e arrepio-me. Arrepio-me até à ponta dos cabelos, porque sim, sei que é orgulho. 

Ele é uma pessoa complicada e ela também não fica atrás. Ele tem as suas imperfeições, porém ela tenta completá-las. Paciência. É tudo uma questão de paciência e de saber lidar com as pessoas. Nada mais. E depois de termos encontrado e aperfeiçoado isto, é ver a cumplicidade que transborda dos olhos de ambos quando o olhar deles se cruza. É ver o sorriso da minha mãe quando sabe exactamente no que é que o meu pai está a pensar. E se em anos transactos a palavra divórcio já veio muitas vezes ao de cima, agora tenho cada vez mais a certeza de que eles vão ver a reforma juntos, braço dado com braço dado, com o brilho nos olhos sempre que olham um para o outro. Vão envelhecer juntos e eu quero estar cá para ver. Não o perderia por nada.


E é assim que termino a minha homenagem, sentindo que ainda há tanto para dizer sobre eles, mas não há palavras suficientes. Espero um dia encontrar o que eles têm e poder aperfeiçoar o amor virgem, tal como eles fizeram. Porque a felicidade não cai do céu; é, pois, trabalhada e apurada. 
Espero, um dia, ter - como eles - o privilégio de poder envelhecer juntamente com a minha alma gémea. 
O amor existe, acreditem. 



domingo, setembro 01, 2013

Só a título de curiosidade. E um post para a Carolina.


Sabiam que não há um único McDonalds em toda a Islândia?


E este post não foi feito agora. Nada disso. Este post é um rascunho. Um rascunho que eu tinha guardado desde 2012 (para verem o dinossauro de post que é!). E porque é que saiu agora?, perguntam vocês.
Unicamente, porque a Carolina, do blog Lucky 13, resolveu dar-me um grande sermão pela minha ausência por estes lados!
A verdade é que não é só preguiça (apesar de esta ter aqui um papel importante!), mas é, também, por ser verão. E fico contente pela minha ausência ser fruto de um verão ocupado por praia, piscina, festas, festivais, amigos, muita farra e muito sol! É sinal que estou ocupada, percebem?!
Portanto, Carolina, já voltei!
Amanhã há mais :)