domingo, fevereiro 01, 2015

«às vezes, ainda parecia traição»



Disseste-me que não querias que eu esperasse por ti. Que a confusão que ia na tua cabeça não me podia prender, não seria justo. Mas esqueceste-te daquilo que me tinhas prometido. Esqueceste-te do "se nós acabarmos vai ser porque tu te vais embora, e não eu, meu amor". Esqueceste-te dos "casa comigo agora", dos "volta para mim", dos "eu sei que vou casar contigo". Esqueceste-te... Porque sim, fui eu que me fui embora, e tu não correste atrás... Deixaste-me ir. Mas voltaste. Voltaste e eu fiz de tudo para me dares uma nova oportunidade. Não: para nos darmos, mutuamente, uma nova oportunidade! 
Era só um dia juntos... Não te pedi mais. E em vez disso pediste-me desculpa... "não te posso prender", disseste tu, "estou muito confuso".

Porque não lutaste, panda?


Eu sei o que estás a pensar. Sei, porque nós somos iguais, porque criei uma ligação contigo, e ainda te amo. Estás a pensar naquela frase cliché de que conhecemos o amor da nossa vida na altura errada. E agora ambos sabemos da verdade por detrás disso... E dói. Dói-me a mim, e dói-te a ti, por mais que te esforces em esconder isso à frente dos teus amigos (sim, eu sei que o fazes). 
Eu conheço-te... Conheço-te de olhos fechados. 

Mas deterioraste-me... Trouxeste o pior lado de mim. E agora só me resta contar-te esta história, esperando que nunca saibas a verdade.
Ele foi gentil. Fez-me aquilo que nunca fizeste. Cozinhou para mim (nunca ninguém cozinhou para mim, tu sabes...), beijou-me o pescoço de uma forma que nunca ninguém o fez antes, levantou-me pela cintura, mostrou-me uma realidade diferente. E sabia bem o que queria. 
Senti-me crescer intelectualmente por cada palavra que ele proferia. E cada frase que saía daquela boca equivalia apenas a mais um gosto, a mais uma qualidade, a mais um defeito que tínhamos em comum. Sabes a dificuldade em encontrar uma pessoa tão parecida connosco hoje em dia? E o mais importante, foi casual. 
Ele foi gentil comigo.
E, mesmo assim, não deixei de te procurar nele. Em cada pormenor. Em cada simples detalhe... Lembra-te que me pediste para seguir em frente (e eu sei que estás a fazer o mesmo). Só quero que saibas que ainda te comparo a tudo e todos... Ainda dói.
Porque sou uma lástima, eu sei. 
Porque é exactamente como eles dizem: o primeiro amor nunca se esquece. 


3 comentários:

V. disse...

Revi-me nas tuas palavras.. *

umpoucodemim disse...

Isso ainda me doeu mais porque também chamava panda a pessoa com quem estive!

Flip disse...

nunca