quinta-feira, junho 19, 2014

«Ainda tens tanto para provar» - Só para ficar registado.



Tiras-me do sério.
Tiras-me do sério a ponto de me teres quase obrigado a acabar contigo.
És mau. Um otário. Um tarado babado. Um filho da mãe. Imaturo ainda. Uma criança. Não sabes viver. És o meu oposto. E quando penso nestas coisas todas não consigo perceber como te amo tanto. Tantos meses já se passaram e és a única pessoa com quem perco as estribeiras quando discutimos. Consigo ter discussões tão civilizadas e, contigo, só me apetece enfiar a tua cara na parede até que percebas que, bolas, estás errado! E porque é que é só contigo que tal me acontece? Porque és um «extremista com ideias estranhas». Porque nunca convivi com uma pessoa tão diferente. E talvez seja isso de sermos tão opostos que nos atrai tanto. Amo-te tanto. Consigo ter duas personalidades completamente diferentes quando estou contigo. A béu que sempre foi a béu, sensata, pacífica, que tenta aproveitar um pouco de tudo ao máximo e que sente um carinho enorme por ti; e a béu tresloucada, que passa por um misto de sentimentos desde o amor ao ódio e que imagina mil e uma formas de te dar um estalo a ver se te calas.

Talvez seja por isto que sempre achei que não íamos resultar. E, mesmo assim, continuava contigo. A ver no que ia dar. A «deixar andar». Porque sabia que as discussões são normais. (E até porque eras muitooo bom noutras coisas...!). E, assim como quem não quer a coisa, o nosso amor foi crescendo, sem me ter apercebido.

No entanto, há sempre algo que estraga tudo. E uma página de uma rede social aberta no dia errado e à hora errada pode ser fatal. Um mês. Foi um mês que eu fiquei calada. A tentar perceber se realmente te conhecia passado tantos meses. A tentar perceber se era eu que estava a exagerar e se o que li não foi só fruto da minha imaginação.
Mas não foi. E chegou o dia da explosão. Disse-te tantas coisas e espero ter-te magoado (por muito que me custe dizer isto), porque não, não foi fruto da minha imaginação, e não, não era eu que estava a exagerar. Li mensagens que me magoaram tanto, que me fizeram ver que tinhas duas caras e que não te conhecia verdadeiramente. E magoou muito. Magoou tanto. E disse-te muitas vezes que não ia conseguir esquecer, que estava sempre a pensar no mesmo, tudo na expectativa que percebesses que estava, aos poucos e poucos, a acabar contigo... Mas, mais uma vez, o tempo passou, as discussões foram constantes, tornei-me - uma vez mais - fria e dei-te uma segunda oportunidade.

Não a desperdices, por favor.
Sou demasiado orgulhosa para me magoar outra vez e não fazer algo em relação a isso.
As mulheres podem ser mais doces e moderadas do que os seres do sexo masculino, mas também conseguem ser radicais e malévolas. Muito, até.
Continuo a amar-te tanto, meu amor! E, apesar de tudo, consegues fazer-me feliz.

Mas muita coisa vai mudar.

3 comentários:

Carolina. disse...

Senti a tua raiva e a tua emoção a ler isto, enquanto sentia ao mesmo tempo o quanto gostas dele... Espero que as coisas se resolvam. Mereces ser feliz!

Ju. disse...

Ó béu, em primeiro lugar, tens de escrever mais vezes. Tenho tantas saudades de quando as tuas publicações eram diárias e, sinceramente, escreves cada vez melhor! :o
Quanto ao resto, como a Carolina disse, caramba, levaste-me completamente a viajar nos teus sentimentos.
Sei bem que gostas dele, mas acho que fazes bem em assumir uma posição firme, assim como também fizeste bem em dar-lhe uma segunda oportunidade. Façam isto resultar, os dois, e sejam felizes!
Beijinho*

Briana disse...

espero mesmo que estejas a lutar pela tua felicidade